Esclerose Múltipla: conscientize-se já!

Entenda como funciona a doença e não deixe de se prevenir
Esclerose Múltipla

Foto: Reprodução / amigosmultiplos.org.br

O mês de Agosto, mais precisamente o dia 30, foi escolhido pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) para ser o Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla. A data permite ampliar formas de conhecimento da população sobre a doença, os sintomas e, principalmente, sobre o tratamento. O MaisEquilíbrio esclarece para você algumas das dúvidas mais comuns, com comentários de especialista.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune (quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo), que afeta o cérebro e a medula espinhal (sistema nervoso central). Trata-se de uma inflamação no sistema nervoso que deixa múltiplas lesões, como se fossem cicatrizes.

Infelizmente, essas lesões podem evoluir para um quadro de deficiência dos sentidos, já que é o sistema nervoso que recebe as informações de audição, visão, olfato, paladar e tato - e também envia os comandos para os músculos e glândulas.

Segundo dados da ABN, essa disfunção atinge de 15 a 20 habitantes entre 100.000, afetando, principalmente, mulheres jovens, de 20 a 40 anos. "A EM é crônica, imprevisível e não tem cura, mas com o conhecimento certo, o paciente pode ultrapassar esse obstáculo, passando a conviver da melhor forma com a doença", afirma a neurologista Elizabeth Regina Comini Frota.

Causas

As causas exatas da esclerose múltipla ainda são desconhecidas, como a maioria das doenças autoimunes. No entanto, algumas pesquisas sugerem que a genética, o ambiente em que a pessoa vive e outros fatores podem desencadear a doença. O diagnóstico é basicamente clínico, complementado por exames de imagem, como a ressonância magnética.

Sintomas

Em sua fase inicial, a esclerose múltipla apresenta sintomas sutis e passageiros. É comum a pessoa acometida ter pequenos sintomas sensitivos: visão turva, incontinência urinária, formigamento, falta de equilíbrio, espasmos musculares, fadiga. Já na fase avançada, esses sintomas sensitivos e motores ficam mais acentuados: perda visual prolongada, formigamento de um lado do corpo, tremores, descontrole dos músculos.

Como tratar 

A esclerose múltipla não tem cura, mas com um tratamento multidisciplinar e efetivo, ela pode ser controlada. O tratamento se concentra em: reduzir os sintomas e reduzir o avanço da doença. As opções são através de medicamentos, orais ou injetáveis, mas é de suma importância aliar os medicamentos com a fisioterapia, já que ela apresenta uma melhora na função motora. A vitamina D também vem sendo utilizada para tratar de doenças autoimunes.

Recomendações

Mantenha uma dieta equilibrada para fortalecer o sistema imunológico;

Pratique exercícios físicos para melhorar o equilíbrio, a coordenação motora e o tônus muscular;

Descanse, pois a fadiga é comum em pacientes com esclerose múltipla.

Por Livia Duarte


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