Dieta paleolítica: emagreça e conquiste saúde!

Adotar os hábitos alimentares de nossos ancestrais parece ser a solução para o emagrecimento e o bom funcionamento metabólico
Dieta paleolítica: emagreça e conquiste saúde

Foto: iStock / lolostock

Já ouviu falar da dieta paleolítica, ou, dieta das cavernas? Ao que parece, esta dieta que remete aos hábitos alimentares de nossos ancestrais seria a solução para a obesidade, que é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, afetando 30% da população mundial, segundo pesquisa da Universidade de Washington.

Adotar os hábitos alimentares de 300 mil anos atrás parece ser o segredo para manter o organismo com um peso saudável e magro. Isso porque, segundo especialistas, o corpo humano não digere e metaboliza corretamente a alimentação industrializada da atualidade. 

Nosso DNA ainda é enraizado nos hábitos alimentares antigos, ou seja, nosso corpo não foi feito para digerir substâncias como açúcar refinado e conservantes. Esses itens favorecem reações inflamatórias que causam ganho de peso, baixa do sistema imunológico, refluxo ácido, problemas gastrointestinais e falta de energia.

A dieta paleolítica - referindo-se ao período da pré-história, dos homens da caverna - prega uma volta à alimentação primitiva, regada a carnes magras, frutas, raízes e vegetais. A explicação para consumir estes grupos alimentícios está ligada diretamente à saúde, por ser a única abordagem nutricional que funciona em conjunto com a nossa genética.

As proteínas sustentam músculos fortes, ossos saudáveis e um sistema imunológico ideal. Além disso, as carnes magras também nos mantém satisfeitos durante as refeições, dando-nos energia por mais tempo. As frutas e vegetais são ricas em antioxidantes, vitaminas e minerais que já provaram diminuir a probabilidade de desenvolver um número de doenças degenerativas incluindo câncer, diabetes e declínio cerebral.

Já entre os alimentos que ficam de fora estão os grãos e leguminosas os óleos extraídos de sementes, produtos processados e industrializados, laticínios, álcool e açúcar refinado. Com a eliminação destes itens do cardápio, é possível emagrecer consideravelmente - além de eliminar toxinas do organismo. 

A dieta paleolíta traz diversos benefícios à saúde, mas especialistas alertam sobre o baixo consumo de carboidratos, que é a nossa principal fonte de energia. "A páleo tem vários pontos positivos", diz Heather Mangieri, porta-voz da Academy of Nutrition and Dietetics, dos Estados Unidos. O programa exclui alimentos processados e açúcares refinados e dá ênfase a vegetais, frutas, castanhas e carne de animais magros. Até aí, tudo bem."

Porém, ele observa, "os alimentos inclusos na dieta têm o índice glicêmico baixo demais para repor o glicogênio, durante e após o exercício e no dia a dia ". Portanto, é preciso equilibrar e adaptar um cardápior ideal para suas necessidades nutricionais diárias, já que existem versões muito radicais da dieta paleolítica.

É fato que eliminar açúcar refinado, junk food e álcool de seus hábitos alimentares - pregado na dieta paleolítica - deixará seu organismo mais saudável. No entanto, é importante ficar atenta quanto a eliminação de grupos nutricionais importantes, como grãos, laticínios e o carboidrato integral - vale a pena uma consulta com um profissional especializado para saber quais alimentos são importantes de manter na dieta.

Opção de cardápio equilibrado da Dieta Paleolítica:

Café-da-manhã:

1 copo de suco de frutas

1 ovo

1 batata doce pequena

Lanche da manhã:

4 castanhas do Pará

Almoço:

1 filé de carne magra 

1 prato de salada crua

1 inhame pequeno cozido

Legumes no vapor

Lanche da tarde:

1 maçã

4 castanhas de cajú

Jantar:

1 filé de peixe

1 batata cozida

1 prato de legumes cru (cenoura, tomate, beterraba)

Ceia:

1 laranja com bagaço

Por Livia Duarte


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