A inveja pode estar relacionada com o ato de falar mal dos outros?

Saiba como a inveja pode estar relacionada com o ato de falar mal dos outros, segundo a especialista
A inveja pode estar relacionada com o ato de falar mal dos outros?

Foto: Reprodução / gazetadopovo.com.br

Sim, muitas vezes a inveja é o principal sentimento que leva as pessoas a falarem umas das outras

A inveja é um sentimento natural do ser humano, porém é muito difícil lidar com ele, pois a maioria de nós não consegue admiti-lo. Pare pra pensar, quantas vezes você admitiu sentir inveja de alguém? Poucas, não é? Não se surpreenda ao ouvir isto: você provavelmente já sentiu mais inveja do que imagina! Como não conseguimos admitir este sentimento, rapidamente criamos uma resistência contra a pessoa alvo da inveja, e passamos a tecer alguma crítica contra ela. 

Porém existem vários fatores que levam as pessoas a falarem umas das outras. Entre eles estão a necessidade de desabafar algo que está incomodando, e até mesmo a necessidade de aliviar as tensões do dia a dia ou insatisfações e problemas pessoais. Afinal, falar de alguém que lhe causa sentimentos ruins e perceber que seu ouvinte compartilha estes mesmos sentimentos pode ser bem reconfortante! 

Momentaneamente, sentimos uma sensação de satisfação que nos leva a repetir o ato.  Até mesmo a falta de assunto pode entrar na lista dos motivos para fofocar! Pense como é fácil puxar um assunto comentando algo que alguém acabou de fazer. Analisando estes tópicos, podemos perceber que muitas vezes as pessoas fofocam, pois se sentem bem, e nem ao menos percebem que estão fofocando. O problema é que para a pessoa vítima da fofoca o resultado é sempre negativo. Amizades e relações de confiança podem rapidamente ser desfeitas, a autoestima da pessoa vítima da fofoca sofre um golpe, e o abalo emocional pode ser muito maior do que se imagina. 

Quando a fofoca acontece no ambiente de trabalho, as pessoas passam a conviver em clima de desconfiança, podem se tornar competitivas, prejudicando muito o clima da instituição, o que desmotiva os funcionários gerando também prejuízos emocionais. Nestes casos, o psicólogo organizacional pode realizar dinâmicas e vivências trabalhando diretamente o assunto. 

Aqui vão algumas dicas para contornar situações de fofoca:

Evite se envolver. As pessoas falam, quando encontram alguém disposto a ouvi-las. Você não precisa deixar de ser alegre e sociável, porém pode se posicionar em relação à fofoca. Corte o assunto, não se envolva. Além de conquistar respeito e confiança, você irá se tornar um exemplo a ser seguido.

Acredite em você. Uma das piores consequências da fofoca é que ela pode influenciar diretamente nossa autoestima. Se o seu nome foi envolvido em alguma fofoca, não se permita criar questionamentos ou pensamentos negativos sobre si mesmo. 

Saiba em quem confiar. Não entregamos um item de valor nas mãos de pessoas que não conhecemos, mas temos grande facilidade em confiar sentimentos à pessoas, muitas vezes pela necessidade que temos de ser ouvidos. Lembre que seus sentimentos e vivências tem valor, por isto saiba a quem deve confiá-los, isto te ajudará a evitar frustrações. 

Avalie seu comportamento. Procure lembrar se ficou expondo suas conquistas desnecessariamente, se deixou de lado algum amigo com quem tinha um relacionamento próximo, ou se fez algo que merecia um pedido de desculpas. São observações simples que podem te ajudar a evitar comentários a seu respeito. 

Todos nós podemos nos envolver em fofocas e quando isto acontece acreditamos ter bons motivos para falar e ainda que seja verdade, a fofoca continua a ser prejudicial a quem é vítima dela. Falar das pessoas também é muito prejudicial quando se torna um hábito e você passa a depender destas situações para gerar satisfação pessoal no dia a dia, quando passa a  alimentar sentimentos ruins pelas pessoas ou indiretamente deseja ou provoca coisas ruins a ela, é um sinal de que você está passando dos limites e possivelmente precisa de ajuda! 

Se você tem vivenciado estas situações, fique atento. Lembre-se não tenha medo de assumir para si mesmo suas falhas, mesmo quando se trata de sentimentos ruins como a inveja. Este é o primeiro passo para a mudança - reconhecer seus pontos fracos. Este processo faz parte do autoconhecimento, que é tão necessário para desenvolver relacionamentos saudáveis.

Psicóloga Ana Perez - http://www.psicologoeterapia.com.br/anaperez/ 


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